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segunda-feira, 4 de março de 2013

DESASSOSSEGO



DESASSOSSEGO
Ysolda Cabral



A canção que escuto agora,
É a canção da chuva que cai lá fora.
Sem sentir o cheiro da terra molhada,
Sinto-me triste, desassossegada...
Mesmo não tendo medo de trovoada!

No peito uma angustia comprimida,
Lembra-me o tempo de menina
Que, precocemente amadurecida,
Abriu mão dos sonhos e  fantasias,
Fingindo alegria...

Esquecendo as brincadeiras de criança,
As histórias de contas de fadas, as tranças,
O encantamento de se sentir apaixonada,
E seguiu  o caminho ao encontro do nada.
Tantas lágrimas...!

Entretanto, a Vida é surpreendente e engraçada,
Adora brincar com a gente, somente pra dar risada.
Agora me faz pensar novamente menina,
Que ama e se sente muito amada.
Ou, será que estou enganada...?


Recife-PE
04.03.2013
Apenas Poesia

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Recanto das Letras
Em 04/03/2013
Código do texto: T4171471

domingo, 3 de março de 2013

ODE À SOLIDÃO




 ODE À SOLIDÃO
Ysolda Cabral


Sem lençol... Poeira sorrindo!
Nota musical Sol... Um dia lindo.
Solidão e tristeza pariram o dia,
Não há alegria no ‘’ Espaço da Ilusão. ’’

Nascimento, sem circunspecção...
Sem moderação, sem reflexão,
Sem objetivo, sem amor e sem paixão.
Tantas horas de silêncio exaustão,
Muita dor, perplexidade e mais solidão...

Da noite, ou do dia... Não rio, não ria!
Do não aconteceria eu sentia, eu sabia
Confesso:  até queria... 
Eu queria... Mas, querias a ousadia,
E, tudo, desapareceu sem explicação.

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Foto Yauanna
Praia de Tamandaré – PE
03.03.2013 


sábado, 2 de março de 2013

AGORA CHEGA!




AGORA CHEGA!
Ysolda Cabral


Apenas um segundo...
Ou num milésimo de segundo,
O mundo gira e destrói a lira!
Não há Cabral, não há Real que aguente,
Ou, pague o conserto de um sonho partido.
Faz parte da vida o desconserto, o desacerto!
Eu sei, tu sabes, ele sabe e nós sabemos.
O desencontro, desencontrado de sentimento;
Não é bom, não é do bem!
Alegria, tristeza, tristeza, tristeza e somente tristeza!
Nada de sorriso, leveza e nem de beleza.
Agora chega!
Sonho verdadeiro? É tolice é besteira!
Advindo de um só... É asneira!
Olha! É madrugada de domingo...
Vou me benzer e pedir a Deus proteção,
Para que o dia que ora inicia,
Sem o canto dos pássaros,
Sem o perfume de hortelã e sem violão,
Num silêncio que indigna, alucina e desencanta;
Não me  traga mais nenhuma ilusão.  


Recife-PE
03.03.2013
Numa madrugada insone


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RL em 03/03/2013
Código do texto: T4168710

sexta-feira, 1 de março de 2013

EU QUERIA LHE DIZER




EU QUERIA LHE DIZER...
Ysolda Cabral


Eu queria lhe dizer...
Você de mim sentiu  saudade,
Quase endoidou de verdade,
Quando cogitou me perder.

Eu queria lhe dizer...
Que cada verso seu
- Mesmo que  negue -
Eu sei que ele é meu.

Eu queria lhe dizer...
Que não adianta negar
Sei que  vives a sonhar,
Com nosso  amanhecer .

Eu queria lhe dizer...
De  todo o meu coração,
Que o meu amor é canção,
A espera de você. 

Recife-PE
01.03.2013
Apenas Poesia

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Inspirada no  '' QUERIA TE DIZER ''  de Odir Milanez (Oklima)
Para ler o soneto é só clicar no link abaixo:

http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/4165260


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

NO AZUL DO CÉU




NO AZUL DO CÉU
Ysolda Cabral

  
No azul do Céu hoje eu vi:
A serenidade pretendida,
A luminosidade refletida;
Voltei a ser menina.

No azul do Céu hoje eu vi:
Monstro verdade e mentira,
Sendo vencido pelo Vento;
Senti-me segura e tranqüila.

No azul do Céu hoje eu vi:
Um especial e perfeito dia.
Seu sorriso sorrindo comigo,
Compondo poesia.

No azul do Céu hoje eu vi:
Um encontro acontecendo,
A luz de puro sentimento.
Aquele que sonhei. Eu vi!

Mas, você não está aqui...
O azul escureceu,
O dia anoiteceu, me entristeceu,
O Céu sem termo a ermo ficou.
O mundo em mim desabou.



Recife-PE
26.02.2013
Apenas Ysolda
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Recanto das Letras
Em 26/02/2013
Código do texto: T4160774

domingo, 24 de fevereiro de 2013

DOCE REALIDADE




DOCE REALIDADE
Ysolda Cabral

A música é linda...
Estranhas, estranhos;
Somos... Estamos...

O silêncio é preenchido
E o vazio do nada toma forma,
Toma cores, toma brilho.
Linhas tortuosas e difíceis, eu trilho.

Que ninguém venha comigo!
Essa trilha é minha.
E nela sigo até quando for preciso!
E quando tiver que parar,
Descansarei nalgum lugar...

Onde tenha apenas flores de verdade,
Perfumadas e eternas em suavidade,
Para que através delas, só delas,
Eu possa encontrar a PAZ procurada,
Esquecendo o sonho, a poesia...
E, finalmente, viver doce realidade.

Recife/PE -24.02.2013
Apenas Ysolda 

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sábado, 23 de fevereiro de 2013

PLACAS DE SONHO



















PLACAS DE SONHO
Ysolda Cabral


Vê! Preste atenção!
Não se deixe levar pela emoção,
Impressão, opinião, sugestão...

Não crie expectativas;
Se deixe leve e leve a vida,
Com suavidade e sensatez.
Tudo há de ficar bem...
Outra vez!

Não ligue pro acaso, ocaso.
Vazio é nada!
Destino, se ecoa no vácuo,
Ninguém faz caso.
O problema é apenas teu!
Mas, nem tudo é exato.
E o que é que tem?

Sempre foste só, lembras?
A solidão nunca te assustou!
E, para que serve a companhia
De cabeça usada pelo vento,
Sem alma e sem sentimento
Que nada de si tem há dizer?

Deixa estar! Tudo há de mudar.
Criaste um sonho e  te embriagasse.
Não é verdade?                                     

Mas, nada de pânico!
Muda o foco, o rumo...
Pé no pó do caminho!
Contudo, foges das placas
Indicativas de sonho.
                                          
 Recife/PE 
 21.02.2013
Apenas Poesia   

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Recanto das Letras 
Em 21/02/2013
Código do texto: T4151800

SEM PERDÃO



SEM PERDÃO
Ysolda Cabral
                                         

Em eterno conflito com a vida,
Por não aceitar tanto absurdo,
Vou seguindo meu destino e luto,
Pra não a considerar bandida.

Sigo lutando com unhas e dentes.    
E, pra não perder a doçura, nem a fé;
Vou afirmando que não mentes,
Nas juras juradas à mulher. 

Mas, de mãos em prece anoiteces,
Pedindo perdão dos pecados, 
Os quais todos os dias cometes.

Sonhando com o perdão rogado,
Dormes pesadelo sozinho.
E, pecas, mal o dia amanhece.


 Recife-PE
20/02/2013
Apenas Ysolda

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Recanto das Letras
Em 20/02/2013
Código do texto: T4150011

PLUMA AO VENTO



PLUMA AO VENTO
Ysolda Cabral


Esqueci os dissabores,
Estou pluma ao vento,
Sobre belas flores,
Em bailado lento.
Assento... 

Raios de sol,
Eu e minha mente.
Ideias precisas e claras,
O horizonte se alarga,
Na tarde linda e quente.
Estou feliz, estou contente.

Deixo-me embalar, flutuar.
Sem pressa de parar, de chegar.
Não há lugar que queira ir!
Pensei, pesei, medi, decidi:
Eu só quero estar aqui.

Respirar o perfume das flores,
Colorir-me com suas cores,
Esquecer os vendavais,
Deste e de outros carnavais,
Sem mais ais...

Acreditando no porvir,
Sou breve, sorrio leve,
E deixo a poesia
Tomar conta de mim.
Simples assim.

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Recife-PE
18.02.2013
Apenas Ysolda 

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Recanto das Letras 
Em 19/02/2013
Código do texto: T4148702

sábado, 16 de fevereiro de 2013

LEITO DE ÁGUAS CLARAS




LEITO DE ÁGUAS CLARAS
Ysolda Cabral 


Quando o Sol deitar,
A Lua mais bela que nunca chegará.
Cheia de uma imensa saudade,
Pronta para amar.

O Mar com prazer,
O seu leito doará.
Não há o que temer,
Pode acreditar!

E nas águas quentes se banha,
Preparando-se para a noite de amor.
Sem pressa repõe as energias,
Que a vida lhe tirou.

Então, quando ela chegar,
Estará pronto para sorrir e amar.
Depois dormirão juntos,
E um novo amanhecer ressurgirá.

E é assim,
Do amor entre o Sol e a Lua,
Que a vida se renova,
No leito de águas claras do Mar.


FLOR DA SAUDADE



FLOR DA SAUDADE
Ysolda Cabral 


Transbordando de amor e de paixão
Despi-me de todos os tabus
E sob a luz do luar
Para você me expus.

Vestida de juventude
Pura, verdadeira
E em total liberdade
Roguei-lhe o primeiro beijo...

Você pego de surpresa
Repleto de amor
Paralisado de desejo pensou:
Meu Deus! A garota que amo, endoidou.

Vencendo o perplexo
Firme e carinhosamente me enlaça
Abraça-me forte e me faz sua
Apenas com um beijo a luz da lua.

Beijo intenso e apaixonado
Dado com  alma que nos  marca
E nos liga na separação de nossas vidas
Com a delicadeza de uma flor
A flor de uma imensa saudade.

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Recanto das Letras em 16/02/2013
Código do texto: T4143771
Classificação de conteúdo: seguro


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

SEI QUE SOU



SEI QUE SOU
Ysolda Cabral


Se eu fosse escultora
Não queria trabalhar com argila
Nem com nenhuma matéria prima
Que não fosse colhida
De dentro de minha alma
Quando ela está sentida

Se eu pintasse um quadro
Queria que sua tinta escorresse
Para que os meus melhores sentimentos
Nele não ficasse e assim
Pelo mundo se espalhasse

Se eu fosse um pássaro
Jamais voaria baixo
A não ser quando tivesse fome
Então mergulharia num vôo rasante
Para aplacar, inclusive, minha sede
Que chega a ser dissonante

Ah! Se eu fosse o Sol
Estaria sempre entre o Nascer
E o seu Pôr...
Sem me opor a nenhum estado
Que ele quisesse permanecer.

E se eu fosse a Lua
Ficaria sempre à disposição
Dos poetas e dos enamorados
Para que esses me dedicassem
Sempre lindas homenagens

Mas, como nada disso sou
E nem mesmo sei quem sou
Vou continuar pensando ser
Apenas Ysolda.

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Enviado por Ysolda Cabral em 14/02/2013
Código do texto: T4140570
Classificação de conteúdo: seguro

SOU NORMAL



SOU NORMAL
Ysolda Cabral


Não tem jeito vou morrer boba
Tudo me encanta, sensibiliza
E também revolta
Não paro quieta nesta selva

Procuro coisas belas em tudo que vejo
Do amanhecer ao anoitecer
Muitas encontro
E me fazem arrefecer... Enternecer

O menino no semáforo
Limpa o vidro do carro
Recebe um trocado
E agradece escondido
É tão bonito

Minha hortelã que sobrevive
Mesmo me esquecendo dela
Sou ela

O Mar tão agredido
Sofrendo, suplicando um alívio
E mesmo assim tão lindo

O sorriso de minha filha,
A cada manhã, meigo e belo,
Sou dela

As minhas mãos
Cansadas que não param
E os meus cabelos brancos coloridos
Acho o máximo

A minha cara... O meu sorriso...
Eu gosto, acho sensacional
Por vezes não, isto é natural

Será que sou normal?

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Obs.:  Na foto, com os amigos e colegas de trabalho Tê Lima e Irapuan Cavalcanti, no último dia 08.02.2013 - Bloco do Amocrea. Foi o máximo!

Recanto das Letras em 14/02/2013
Código do texto: T4140129
Classificação de conteúdo: seguro


MEU EPITÁFIO ( OU TESTAMENTO?)




MEU EPITÁFIO  (OU TESTAMENTO?)
Ysolda Cabral

 
Se eu morrer mais tarde ou amanhã
Não quero que ninguém fique triste - Eu vivi!
E, vivi completamente tudo o que quis
De verdade, ou através do sonho
E, assim, fui muitas vezes feliz

Comigo não levarei nada
Entretanto, deixo minha poesia
Espalhada pelos quatro cantos
E, se alguém se dispuser a corrigir sua rima
Não vou me incomodar
Nunca dei importância a isso
Somente para o que estava sentindo

Deixarei o meu perfume
Em cada hortelã graúda
Que você encontrar
E, se, em noite sem aconchego
Tiver um pesadelo
Com vento ou sem vento
Meu perfume lhe acordará

Deixo também o Mar
Que sei, nunca foi meu
Contudo, quando nele mergulhava,
Com certeza ele era meu
Sim... Só meu!

Quanto ao meu violão,
Há muito num canto esquecido,
Faça de conta que é seu
Lustrado e com cordas novas
Quem lembrará que foi meu?

E, assim ele fará companhia
A qualquer apaixonado
Pela música e pela vida
Toda noite e todo dia

Logo, sorria!
 Ele é seu!
Quem diria?!

O meu corpo?
Ao pó voltará independente do lugar
Então tanto faz ficar aqui ou acolá
E ao deixá-lo, esqueça
Não sou eu quem ficou lá

Fiquei em tudo que deixei
E que acabo de contar
Portanto, me aproveite bem
Pois se em vida não o fez
É, enfim, chegada à vez.
**********
Recanto das Letras em 14/02/2013
Código do texto: T4139771
Classificação de conteúdo: seguro