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domingo, 5 de janeiro de 2014

SEM DIZER ADEUS





SEM DIZER ADEUS
Ysolda Cabral


Sem dizer adeus, lá vou eu...
De encontro ao Vento insistente
a contar segredos que não quero ouvir.
Eles podem confundir! 

Sem dizer adeus, lá vou eu... 
Em frente e sem destino, 
sem bússola e sem documentos. 
Pra onde eu vou não preciso deles. 
Ah, retiro de mim! 

Sem dizer adeus, lá vou eu... 
Em busca da paz tão sonhada. 
Longe do mar confuso de emoção 
que ondeia apenas a solidão. 
Respiro meditando a imensidão... 

Sem dizer adeus, lá vou eu... 
Sem olhar para trás, 
sem dizer mais nada.  
Não é preciso! 
De convicção eu me visto... 

Sem dizer adeus, lá vou eu... 
Fixo o olhar no infinito... 
Sei... O meu coração é chama 
de amor sem grande importância... 
Apagará quando eu dormir! 

Sem dizer adeus, lá vou eu... 
Sem sorrir, sem chorar... A(h), mar! 
Deixei tudo nos umbrais! 
Há flores violadas nas ondas verticais... 
Aqui não volto nunca mais. 

Sem dizer adeus, lá vou eu... 


sábado, 4 de janeiro de 2014

POR DE SOL - VERSÃO ANO NOVO


POR DO SOL
Ysolda Cabral


Suavemente vou levando a vida
Sem ira
Suavemente vou inventando a lira
Sem rima
Suavemente vou sentindo a dor
Do amor
Suavemente vou contando as horas
Sem medo
O dia já vai morrer
Não ligo
Outro dia irá nascer
Lhe espero.

**********

Candeias- PE
Em 04.01.2014
Versão Ano Novo


Recanto das Letras em 04/01/2014
Código do texto: T4636198 
Classificação de conteúdo: seguro

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

AMOR NASCITURO




AMOR NASCITURO
Ysolda Cabral


Pra viver um grande amor
Quis espinhos despir para ser apenas flor
Mas o amor não me entendeu
Em nenhum aspecto me atendeu
E antes mesmo de nascer ele morreu

Desencontrado no tempo e no espaço
Atrapalhado por corrente desamparo
Condenado a ser sozinho em cada passo
O maior amor da minha vida
Antes mesmo de nascer morreu de fato

Quando agonizante de esperança se enchia
Remédio equivocado sempre era o ministrado
Não sei se de propósito, mas isso acontecia
O maior amor da minha vida
Antes mesmo de nascer morreu de fato

Não houve chegada pra ter boas-vindas
Ainda nascituro foi compelido ao aborto
Depois jogado pra ser pisado na avenida
Sem atesto, registro ou despedida

O maior amor da minha vida
Antes mesmo de nascer morreu de fato.


Candeias-PE
Em 03.01.2014
Apenas Poesia

**********
Recanto das Letras

Em 03/01/2014
Código do texto: T4635711 
Classificação de conteúdo: seguro

APENAS REGISTROS


PRA POSTERIDADE
Ysolda Cabral 

Eu, estúpida e boba a sonhar,
Não ser nenhuma louca,
Quando pensei amar...

[ Meta para o ano novo:]

Nunca mais endoidar.


Para o poetrix ''Póstero'' na Escrivaninha Facuri

**********

ANO DE 2013 - ESTADO TERMINAL
Ysolda Cabral 

Apesar de ter me feito chorar,
Muito mais que sorrir... Bem aqui!
Sentirei saudades ao lembrar,
Dos sonhos que não vivi.

Para '' Boletim Médico'' na Escrivaninha J Coelho:


**********

SONHO
Ysolda Cabral 

Sonho de amor é semente de ilusão,
fecunda apenas tristeza e solidão,
traz drama e pranto ao coração.

Sonho de amor?
Quero mais não!

Para a trova ''SONHO'' na Escrivaninha Zemari.



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Recebo, honrada e agradecida a interação de um dos maiores poetas do Recanto das Letras, Jacó Filho, acolhendo-a como parte dos meus pensamentos.


04/01/2014 08:41 - Jacó Filho

Choro se for de alegria...
Por amor, choro contente,
E guardo tudo em poesias... 



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Recanto das Letras em 03/01/2014
Código do texto: T4635414 
Classificação de conteúdo: seguro

LEDO ENGANO






LEDO ENGANO
Ysolda Cabral


Para não sofrer tanto,
Com bastante cuidado,
Fui apagando uma a uma,
As marcas do nosso passado.

Comecei rasgando cartas,
E cada uma que eu rasgava,
Outra aparecia mais apaixonada.
Mas eu não me intimidava!

Rasguei todas, uma a uma...
Não deixei nenhuma pra contar história!
Respirando aliviada e satisfeita,
Comecei a destruir os poemas.

Depois vieram os discos, os livros.
Até as revistas de Walt Disney,
Que líamos juntos dando risada,
Nas tardes de sábados e domingos.
Decidida botei tudo no lixo.

Por incrível que pareça,
Tive pena de botar na fogueira,
Os almanaques do Recruta Zero.
Achava ele o máximo da cabeça fresca!
Até hoje me arrependo da asneira.

No final de tanto trabalho,
Achando ter tudo acertado,
Lembrei que estava com quinze anos,
E o meu mundo eu já tinha acabado.

Ledo engano!
Ele apenas havia começado.


Candeias-PE
Em 03.01.2014
Clima de recordações 


**********

Recanto das Letras em 03/01/2014
Código do texto: T4634747 
Classificação de conteúdo: seguro

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ONDE HÁ BELEZA



À minha filha Yauanna 



ONDE HÁ BELEZA...
Ysolda Cabral


No sorriso da criança,
Que sorrir ao lhe fazerem careta;
Há beleza!
No orvalho da manhã,
Feliz na sua curta existência;
Há beleza!
No canto dos pássaros,
Coral naturalmente afinado;
Há beleza!
No verso da palavra amiga,
Fazendo a diferença na poesia
E na estrada da vida;
Há beleza!
Na mão que afaga,
Sem pedir nada em troca;
Há beleza!
Na fragilidade da flor,
Inconsciente da dor ;
Há beleza!
Na humildade sincera;
Na generosidade concreta;
Há beleza!
Na capacidade de perdoar,
Quem nunca soube o que é amar;
Há beleza , há grandeza!
No porte elegante e discreto da minha filha,
Ao brindar o primeiro dia do ano;
A beleza é infinita.


Candeias-PE
Em 02.01.2014
Plena de Paz.


Recanto das Letras
Em 02/01/2014
Código do texto: T4633555 
Classificação de conteúdo: seguro

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

MENSAGEM NO 1º DIA DO ANO



Mensagem no 1º dia do Ano


Para encerrar o primeiro dia do meu bebe Dois Mil e Quatorze, divido com vocês um pensamento de Hermógenes que diz exatamente assim:

“A única dor verdadeira – eu.
Apenas um verdadeiro mal – eu.
Só uma cruz eu vejo – eu.
A mais desgraçada de todas as distâncias – eu.
Não há outra doença senão – eu.
Quem usurpa minha ausência? – eu.
Fragilidade, conflito, neurose são – eu.
Os grilhões que alimentam são feitos de – eu.
Mas, o que mais admiro, a quem mais sirvo,
alimento e defendo, ainda, infelizmente, é – meu eu.
Este é o drama de todos os homens. “



Boa noite, meus queridos amigos! 

**********

Recanto das Letras
Em 01/01/2014
Código do texto: T4633121 
Classificação de conteúdo: seguro

O MAIS NOVO FILHO DO TEMPO


O MAIS NOVO FILHO DO TEMPO 

Ysolda Cabrall



Como um bebe de apenas onze horas, Dois Mil e Quatorze ainda dorme, embalado pelo canto dos pássaros e pelo murmurinho das ondas do Mar o qual, sorrir feliz, adornado de flores recebidas pela mãe Yemanjá.

O dia vestido de azul, com raios de sol distribuídos de forma harmoniosa e uniforme, está lindo e me faz admitir que para ser feliz basta querer. 

E, em sendo assim, torna-se evidente que a felicidade não depende de ninguém, muito menos de um Novo Ano, filho do Tempo de tantos filhos iguais, apenas diferenciados pelos resultados, em função da maneira de como foram conduzidos.

Diante de tal dedução, concluo que, finalmente, serei feliz e saberei conduzir os primeiros passos, do mais novo filho do Tempo, com paciência, firmeza, sabedoria e coragem para que, a sua evolução se faça em alicerces sólidos para a felicidade plena e não mais dúbia, ilusória, de raros e avariados momentos, tão decepcionantes e enganosos a maioria deles.

A partir de agora, tomarei o Ano Novo pela mão e, sem olhar para trás, seguirei de cabeça erguida para o horizonte de Luz que nos aguarda.

E eis que, finalmente, às 11:h40m, o bebe acorda e com muita fome!

- Que alegria! 

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Recanto das Letras em 01/01/2014
Código do texto: T4632600 
Classificação de conteúdo: seguro

domingo, 29 de dezembro de 2013

NA DIVISA DO TEMPO



NA DIVISA DO TEMPO 
Ysolda Cabral





Exóticas liras...

Soltas, sem rimas,

Apenas vestidas

Para o Reveillon.



Fogo, fogos de artifícios, votos,
Valas, flores, velas,
Chagas abertas...
Flechas, frestas... Zelas!

A freguesia é da periferia,
O funk é tanque de guerra,
Estanque o choro a hora é esta! 
O que resta?

Ah, pancadão decepcionante!
Metáfora exposta é dissonante.
A sinfonia é de Beethoven...
Quem ouve? O que houve?

Na divisa do Tempo,
O treze e o quatorze.
Na placa: FELIZ ANO NOVO



Candeias -PE
29.12.2013
Em clima de alegria e festa

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Recanto das Letras 
em 29/12/2013
Código do texto: T4629864 
Classificação de conteúdo: seguro

VINTE E NOVE DE DEZEMBRO



VINTE E NOVE DE DEZEMBRO
Ysolda Cabral


Realidade sonho,
Sonho pesadelo,
Acorda! Não tenha medo.

O dia está lindo!
Vinte e nove de dezembro,
Lembra aquele dia e nem era domingo...

O novo ano se aproxima,
Com previsão de boas e novas energias 
Muitos afagos, muitos mimos...

As garças?
As garças estão sorrindo!
Nenhuma triste e nem pousada.

Segura a minha mão!
Vamos caminhar com-paixão
Na trilha do reencontro emoção...

Nada de falar do passado,
Ele foi tão desencontrado!
Não olha pra trás não!

Ausente longo tempo do teu tempo...
Devo-te carinho, zelo - penso.
Ah, esses caracóis dos teus cabelos!
Precisava tanto acariciá-los, vê-los!...


Candeias-PE
29.12.2013
Apenas Poesia 


Recanto das Letras 
em 29/12/2013
Código do texto: T4629607 
Classificação de conteúdo: seguro

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

CHAMA DO AMOR



CHAMA DO AMOR
Ysolda Cabral


Com a chama do amor
Sobrevivo
Calo o grito
Sufoco a dor

Com a chama do amor
Fico leve
Sou alegre
Mesmo que de maneira breve

Com a chama do amor
Amanheço
Anoiteço
Envelheço

Sem a chama do amor
Não existe poema
Não existe canção
Pára o meu coração

Sem a chama do amor
Não sei quem sou
Não sei onde estou
Não sei para onde vou

Sem a chama do amor
Desapareço
Entristeço
Morro de solidão e de dor.

*****

Candeias - PE
Em reedição
27.12.2013


Recanto das Letras em 27/12/2013
Código do texto: T4626825 
Classificação de conteúdo: seguro

VIDA SEM VIDA


VIDA SEM VIDA
Ysolda Cabral



Ruas praticamente desertas, às sete da manhã. Será que o sentimento de culpa pelas festanças profanas dos dias, 24 e 25 de dezembro, silenciou as ruas?

O Sol ilumina o dia, mas o Mar está quieto, parado...

Tento encontrar uma explicação para tudo isso e não encontro.

Há vida sem vida por todos os lados, por todos os cantos, ou, será que estou noutro mundo?

Deve existir uma explicação para tanta desolação, desencanto, consternação, estupefação...

Ah, tristeza! Ela sempre chega sem aviso, sem ser convidada e rouba a vida até do dia.

E, a gente, como planta, sem um bom e fiel jardineiro, perdemos o viço e murchamos.


Recife-PE
26.12.2013
Sob Sol de Tristeza


Recanto das Letras  em 26/12/2013
Código do texto: T4625713 
Classificação de conteúdo: seguro

NOITE DE NATAL



NOITE DE NATAL 
Ysolda Cabral 


Na boca o sorriso sempre sincero.
No olhar uma tristeza infinita,
sem conserto e sem mais poesia,
em mais uma noite de Natal.
Por onde andará minha alegria?



Natal triste, conturbado este meu Natal. Entretanto, agradeço a Ele por isso, pois me faz refletir que preciso ser uma pessoa melhor, mais tolerante, mais paciente, mais gente humana e menos poetisa... Natal é reflexão, é perdão, é amor... Ainda bem que, por mais que me decepcione comigo e com os meus semelhantes eu amo. Amo com todas as forças do meu ser e ainda acredito que viver vale a pena, mesmo que para isso eu tenha que abrir mão daquilo que chamo de minha poesia. 


Praia de Candeias-PE
Em 25.12.2013
Sob um Céu de Estrelas



Recanto das Letras  em 25/12/2013
Código do texto: T4625317 
Classificação de conteúdo: seguro

MILAGRES ACONTECEM - É NATAL


MILAGRES ACONTECEM – É NATAL
Ysolda Cabral



Hoje, vinte e cinco de dezembro de dois mil e doze, (TREZE) terça- feira... (QUARTA-FEIRA) É Natal! Quase todos ainda dormem da noite de muita festa e pouca reza, muito faz de conta, muita ilusão... A maioria em camas confortáveis ou mesmo pelo chão, sob pontes e viadutos, acompanhadas, ou, em completa solidão e a mercê da sorte...

Quantas não dormiram com sede, com fome, carentes de tudo?... Contudo, todas, de alguma forma, envolvidas pela magia do Natal, acreditando que milagres acontecem... Até os mais incrédulos, mesmo que neguem esta afirmação.

Evidentemente que não estou aqui para divagar sobre a fé de ninguém, nem muito menos questionar seus gestos e atitudes. Porém, devo admitir que neste período, não consigo evitar de fazer determinadas comparações. Entre elas, uma me indigna sobremaneira: trata-se daquelas pessoas que se dizem religiosas, assíduas de suas igrejas e templos, íntimas de seus ministros e ainda mais de Deus - pensam - e que se acham no direito de julgar, condenar e punir os filhos do mesmo Deus que não são como eles.

Não se deve julgar, nem condenar e nem muito menos punir filho de ninguém, pois a dor sangra no coração da gente - principalmente no coração de uma mãe. A sensação de impotência e de estupefação, lhe dá o direito de dizer que uma pessoa que age dessa maneira está errada, muito errada. Uma conduta assim não condiz com a ideia do que venha a ser uma pessoa correta, digna de respeito e consideração.

- Quanto não sofreu a mãe de Jesus!

Aproveite que é Natal e reveja suas atitudes, quem sabe um milagre não aconteça e você não venha ainda a se tornar uma pessoa mais humana, mais verdadeira, mais decente e mais feliz?

**********

Abaixo, um comentário que complementa o meu pensamento de forma extraordinária, pelo qual agradeço de todo o coração, ao amigo escritor Raimundo Antonio de Souza Lopes.


25/12/2012 17:48 - Raimundo Antonio de Souza LopesDe boas vontades o inferno está cheio! Uma praga da religião é o fanatismo. Conheço pessoas que aparentam solidariedade, misericórdia e humanismo, mas, na verdade, são hipócritas, mesquinhas e avarentas. Vejo-as, de vez em quando, nas igrejas. Entretanto, como você bem disse, não devemos julgar ninguém. Mas, se não podemos julgar, por que então somos julgados? Talvez neste caso a Lei de Talião seja a mais adequada.


Recanto das Letras  em 25/12/2012
Código do texto: T4052612
Classificação de conteúdo: seguro


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Um ano exato e tudo só piorou.
Falo de fatos e não de suposições
e/ou hipóteses.

Que pena!


Recanto das LEtras 

 em 25/12/2013
Código do texto: T4624731
Classificação de conteúdo: seguro

domingo, 22 de dezembro de 2013

NATAL - UMA PROPOSTA


NATAL – UMA PROPOSTA
Ysolda Cabral



N. ada de novo...
A. rvores, luzes, cores e flores,
T. udo para a Feliz Noite.
A. ceia é pra poucos,
L. amento e choro de muitos outros...

O. planeta é de todos... Nos movamos!
R. emovendo coisas ruins e superficiais,
E. lembrando que os direitos são iguais,
M. ovidos de bons sentimentos, faremos:
O. sofrimento ser aliviado ou
S. er banido de todos os Natais.


Praia de Candeias -PE
Em 22.12.2013
Em Reedição Natalina


Recanto das Letras  em 22/12/2013
Código do texto: T4622199
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sábado, 21 de dezembro de 2013

MEU AMIGO



MEU AMIGO
Ysolda Cabral


Na quietude da manhã silenciosa,
Sinto-me tranquila e em paz comigo,
Fazendo uma reflexão minuciosa, 
Sinto que Jesus é meu amigo.

Tento fugir de contendas,
Caminhar em linha reta, sem emendas... 
Não é sempre que consigo, 
Mas sei que o Senhor sabe disso.

Nos altos e baixos da vida,
Nunca duvidei de Sua Existência.
No máximo, da boca pra fora,
Em momentos de tola resistência.

E assim vivendo cada dia,
Procurando mais calma e alegria,
Agradeço-Lhe, meu Amigo,
Por sempre estar comigo.

*****

Praia de Candeias-PE
Em 21.12.2013 - Sábado
Sob Raios de Sol Acanhado

**********


Recanto das Letras em 21/12/2013
Código do texto: T4620178 
Classificação de conteúdo: seguro

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O PALHAÇO E O PAPAI NOEL




O PALHAÇO E O PAPAI NOEL 
Ysolda Cabral



Cansado de fazer sorrir
O Palhaço chora
Cansado de chorar
O palhaço enxuga as lágrimas
E o nariz que não é de Pinóquio

A solidão não apavora
É bem-vinda e até abençoada
Ele comemora

Afinal é Natal
E a barriga de aluguel
Agora vai pro Papai Noel

Ah, como a vida é engraçada!


Candeias - PE
Em 20.12.2013
Em noite de revelação


Recanto das Letras em 21/12/2013
Código do texto: T4619992 
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ALMA BEIJA-FLOR


ALMA BEIJA-FLOR
Ysolda Cabral 


Repleta de amor,
minha alma paira no ar
tal qual beija-flor.

Um beija-flor bonito,
das cores do arco-íris,
de aguçados sentidos.

Sem medo do Vento,
sem medo do Tempo...
Ela é do jeito que invento.

Mas é tão só!

*****

Recife-PE
Em 20.12.2013
Sob efeitos natalinos

Recanto das Letras em 20/12/2013
Código do texto: T4619367 
Classificação de conteúdo: seguro

ESTRELA DO CÉU OU DO MAR?


ESTRELA DO CÉU OU DO MAR? 
Ysolda Cabral 


- Nunca vi coisa igual! 

O Céu está preto de raiva e com uma vontade enorme de desabar sobre o Mar, o qual, por sua vez, está verde de fúria, espumando pra todos os lados, como quem diz: pode vir que encaro!

- Será que eles estão assim por conta de alguma Estrela?

- Estrela do Céu ou do Mar?

Começo a pensar se as Estrelas do Mar não são todas do Céu... 

- Mas que culpa tem o Mar se as Estrelas do Céu adoram cair em seus braços?

- Ah, não sei mais é de nada!

Melhor parar de escrever tanta abobrinha. 


Recife-PE
20.12.2013
Sob tempo pesado e triste.


********

Nota de Falecimento:

O Rei Reginaldo Rossi é agora Estrela do Céu.
Luto em Pernambuco.


Recanto das Letras 
em 20/12/2013
Código do texto: T4619340 
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