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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MAR DE EMOÇÃO

UM POUCO DE ATENÇÃO





UM POUCO DE ATENÇÃO
Ysolda Cabral


Pequenos gestos;
Um olá,
Um elogio sincero,
Uma palavra amiga...
Me emocionam de forma intensa.

Já os grandes gestos;
Não gosto!
Fico desconfiada,
Assustada,
Pensativa...
Me deixam tensa.

Sou meio do contra,
E tento fazer um contraponto.
Às vezes até consigo...
Entretanto,
É só no sonho.

Daí acordo,
Insisto,
Persisto,
E realizo,
No meio da canção que componho.

Compor uma canção é fácil.
Difícil é compor uma situação,
Uma condição,
Para dar solução,
Naquilo que não tem definição...

Definir é muito complicado,
Complicado que nem sermão.
É amizade, amor ou paixão?
Se tudo fosse claro, definido e soberano,
Nem precisaríamos de perdão.

Se resolvo seguir em frente,
Sem querer no amanhã pensar,
Lembro sempre que pra tudo há um jeito,
Sem jeito nada pode ficar.

E assim vou compondo a minha vida,
Com amor, respeito, lealdade e consideração,
Por todos aqueles que me dão de alguma maneira,
Um pouco de atenção.

**********

Interação do  maravilhoso poeta Odir Milanez da Cunha


POETAS...
Odir Milanez


Há os que seguem
o ritmo momentoso da vida.
Há os que gozam
da vida os momentos.

Há os que gozam
com o gozo de quem vive a vida.
Há os que se guardam
nos resguardos de seus humores.

Há poetas que pintam
paisagens imaginárias
e nelas ponteiam
rastos de um rosto real.

Há poetas que só pintam
o próprio rosto
ou se veem no imaginário
de um poema passional.

Há poetas que se dão.
Há poetas atritantes.
Há poetas-solidão
que vivem da vida instantes...

JPessoa/PB
11.01.2012
oklima



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

VENTO MATREIRO




VENTO MATREIRO
Ysolda Cabral
  

O vento assanha meus cabelos,
Fazendo carinho e me sonda.
Bobo! Não tenho segredos!
Mas ele continua a ronda.

Ronda que nem redemoinho,
Fazendo birra e denguinho.
Às vezes fica muito zangado,
Por não dá certo o agrado.

Sei o que ele quer saber!
Quer saber o quanto amo você.
Acho graça, viro o pescoço,
Torço a cara... Ele fica louco!

Finalmente se aquieta e se acalma,
Vai assanhar a palmeira,
Ela balança satisfeita, toda faceira,
E, todos os segredo lhe conta.



domingo, 6 de janeiro de 2013

SONHO BOM



SONHO BOM
Ysolda Cabral


O primeiro olhar...
O primeiro toque de mão,
A  carícia que acaricia o coração.
Emoção...

O primeiro beijo,
O gosto, o cheiro.
Pele  arrepio,
Vinho tinto,
Celebração...

A primeira música
Dita o ritmo.
Em construção: nós 
Num sonho bom.
Apenas isso.

**********


Recanto das Letras em 06/01/2013
Código do texto: T4070098
Classificação de conteúdo: seguro

NO MEU CORAÇÃO



NO MEU CORAÇÃO
Ysolda Cabral
  

Sentido dou
Conforme vejo
Conforme sinto


Sentindo a dor
De um cruel viver vou seguindo
Nem sempre me iludindo


Chorando e sorrindo
No " Mar da Solidão" vou sumindo
Deixando uma triste canção


A canção do amor sentido
Amor verdadeiramente lindo
Vivido apenas no meu coração.


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Recanto das Letras  em 05/01/2013
Código do texto: T4069437
Classificação de conteúdo: seguro

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Comentário de Odir Milanez

06/01/2013 12:30 - oklima
Por que comigo não divides, ó poeta que sorri covinhas no rosto, esse amor lindo vivido apenas em teu coração! Sejamos parceiros no riso e no choro, multiplicando alegrias e minorando tristezas... Beijando-te aplausos, Odir



COISAS DE LOIRA




COISAS DE LOIRA
Ysolda Cabral


A Loirinha, minha amiga e colega de trabalho, é uma das pessoas mais vaidosas que conheço e uma das mais bonitas, também, diga-se de passagem. Depois que pariu seu segundo filho, ficou com pavor de engordar. Tanto é que, mal saiu da sala de parto, já começou a fazer regime, ginástica, e, como estava amamentando, rapidamente recuperou a forma.

Forma recuperada, período de amamentação cumprido, com muito amor e alegria, voltou a comer mais um pouquinho e nos finais de semana, tomar uma cervejinha, pois segundo ela, não é santa. Eis que, logo se deu a desgraça: aumentou alguns quilinhos.

- Juro que ninguém notava!

Pensou resolver a questão rapidamente e correu para o cirurgião plástico. E, aspira ali e aspira acolá, tudo voltou ao que era antes.

Feliz da vida tirou férias e caiu na farra, na cama, na mesa e na praia... Uma felicidade que só vendo!

Férias muito bem gozadas é chegada a hora de voltar ao trabalho. Ao abrir o armário constata: as roupas encolheram!  Pura vingança pelo abandono compreende de cara.

Corre ao Shopping e à endocrinologista. Pede remédio chorando desesperada. A médica prescreve e lhe entrega uma amostra grátis. Mais que depressa toma um comprimido, se espiga e satisfeita vai pro trabalho.

E as horas se passam e nada da fome. De repente, corre para o telefone e pede um sanduíche, batata-frita e refrigerante.

Eu no meu canto, nada digo... Ela olha pra mim sorrindo contente da vida e pergunta: você vai querer também Ysoldinha?

Então lhe respondo imediatamente: Pede bolo pra mim!  Hahahahahahaha   

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Recanto das Letras  em 04/01/2013
Código do texto: T4067475
Classificação de conteúdo: seguro

A baixo, comentário de Odir Milanez



04/01/2013 22:53 - oklima
Como não pedir bolo à vontade, se a minha musa é do estilo light e pode se dar às guloseimas sem sair da linha? Não sei por que ela não pediu também uma delícia de abacaxi, seu prato predileto... Quanto à crônica, quem sabe, sabe, daí o número de seus seguidores cada vez aumentando mais! Beijando-te abraços e te abraçando beijos. doce Y, Odir.


CARA AMADA



CARA AMADA
Ysolda Cabral

  
Por amor a poesia,
Um belo dia lhe inventei.

Hoje não sei que cara você tem.
Por vezes a cara é amiga,
Outras é estranha e esquisita.

Por onde ela paira,
Não saberia precisar.
Se for pela vida real,
Ela é sobrenatural.

Entretanto,
Isso não importa.
E, independente dela ser:

Preta ou branca,
Vermelha ou amarela,
Vestida de poesia...

É a cara mais amada,
E, mais bonita,
De toda minha vida.

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Recanto das Letras em 03/01/2013
Código do texto: T4065219
Classificação de conteúdo: seguro

O GATINHO ABANDONADO



O GATINHO ABANDONADO
Ysolda Cabral



Na ponte o gatinho dentro da “casa”  de papelão se protegia da chuva.

Enterneceu-me a fragilidade do abrigo a ponto de me fazer perder a fome.

Como posso ser assim? Será que não mudo nunca?

- Preciso mudar é  de caminho...

Esse gatinho é da família que, também, mora sobre a ponte, ou pontilhão, o qual não passa sobre rio; passa sobre um canal fétido, feio, sujo, imundo e que fica localizado, a céu aberto, por toda a extensão da mais importante avenida do Recife, a Avenida Agamenon Magalhães.

- Por onde andava a família do gatinho a encolher-se da chuva, sobre a ponte?

Talvez no posto de gasolina da esquina... Ou o governo, finalmente, a encaminhou para algum conjunto habitacional?

- Impossível! Ela não abandonaria o gatinho, em hipótese alguma.

Com a chuva caindo sem contemplação, continuei no caminho que preciso mudar, pensando por onde andaria a família do gatinho esquecido sobre a ponte.

- Será que se perdeu na noite de Natal? 

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Recanto das Letras  em 02/01/2013
Código do texto: T4064144
Classificação de conteúdo: seguro

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Comentário deixado para o texto acima por Odir Milanez (Oklima), o qual não poderia deixar de vir para cá,  uma vez que ele conta como, aos 11 anos de idade, quis esquentar um gatinho molhado e com frio que lhe chegou assim do nada. Por pura sorte! Risos)  

 O GATINHO MOLHADO
 Odir Milanez 

Menino travesso, em uma certa noite junina e bastante chuvosa,um gatinho igual a esse teu, ó moça bonita de covinhas no rosto, invadiu o terraço onde eu matutava estrepolias, miando alto e a me olhar com olhar de gato à procura de uma terrina de leite morno. Ronronou ao meu "pshiu-pishiu" e, sem maiores receios, postou-se ao alcance da minha mão. Os meus pais e irmãs também ronronavam, encafuados em razão do frio e do barulho das águas cascateando nas biqueiras, enquanto eu, apenas eu, no terraço,vivia a vida que via lá fora, com um gato molhado no colo. De repente, a luminosa idéia! Dei de garra de um "mijão" restado no bolso da calça, retirei o cadarço do tênis, e amarrei-o, firmemente, no rabo do bichaninho. Rasguei o rabicho do mijão e cuidando de não apagar o único fósforo que me restara toquei fogo no bicho. Ao ver o rabo soltando faíscas para todo lado, o gato pulou do meu colo, pulou o muro (parecia o João do Pulo!)saracoteou pela rua e adentrou numa casa quarteirão acima. Ainda me mijava de rir quando gritos vários invadiram a rua: "Fogo! Fogo! Incêndio!" Corri para o portão. Da casa onde o gato entrara saíam um fumaceiro da cor da noite e berros de alerta. Temendo o pior, voei de volta ao meu quarto, cobri-me com uma manta dos pés à cabeça e me fingi ferrado em sono profundo, que acabou sendo de vera. Dia seguinte, logo cedo, saí zanzando perguntas, como quem nada quer mas conseguindo saber de tudo. O gato havia entrado na casa que o hospedava e se enfiado debaixo da cama de sua hospedeira. A cama pegou fogo. A dona pulou de cima da dita ao primeiro fungado fumacento, orquestrando o coro gritante que somente silenciou com a chegada dos bombeiros. O fato, ainda hoje, continua sendo um mistério:Quem? Como? Onde? Por quê? Nem eu sei... Sabes tu, Ysolda Cabral? Beijando-te abraços juninos, Odir

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

MAR DE PRATA




MAR DE PRATA
Ysolda Cabral



Tudo está perfeito
Nada tenho a reclamar
A noite está linda
A Lua do Céu veste o  Mar de prata
Para a chegada do Novo Ano
A alegria se espalha
Pelas casas, ruas, avenidas, praias  e praças
Tudo parece tranqüilo, calmo e festivo
Exceto o  meu coração que  sente a tua falta
O que fazer para matar esta saudade?
Hoje a noite está perfeita...
Será que também é  mágica?



Recife-PE
31.12.2012

O SORRISO DE UMA CRIANÇA



O SORRISO DE UMA CRIANÇA
Ysolda Cabral



Finalmente chegamos a mais um último dia do ano na contagem do tempo. Entretanto, não é só isso!

Alguma coisa de muito especial acontece todos os dias trinta e um de dezembro no coração de cada ser humano.

É a esperança que se renova de maneira tal que, nos estimula a recomeçar, acreditando no novo dentro da nossa própria continuidade. Paramos, refletimos um pouco e partimos para a comemoração. Cada um do seu jeito e da maneira que pode.

Todavia, quando nos deparamos com uma criança que vive em circunstâncias tremendamente adversas e ela nos sorrir, temos que admitir que alguma coisa precisa urgentemente ser feita para que as coisas mudem efetivamente e não só naquilo que nos dizem respeito.

Se continuarmos a ignorar um sorriso puro e confiante de uma criança, nada nesta vida mudará, infelizmente.

Que o ano de 2013 traga mais consciência aos corações dos homens para que,  mais crianças sorriam o seu tempo de sorrir.

Feliz Ano Novo para cada um de vocês.

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Recanto das Letras em 31/12/2012
Código do texto: T4061249
Classificação de conteúdo: seguro


sábado, 29 de dezembro de 2012

BALANÇO DE FINAL DE ANO - 2012



BALANÇO DE FINAL DE ANO
Exercício 2012
Ysolda Cabral



Vida estagnada ... Lágrima
Sorriso na Cara... Fala, cala
Sonhos...Nulas ilusões em falta
E o que resta? Nada

METAS PARA  2013

Vida movimentada... Cura, sara
Disposição... Alta intenção
Sonhos... Até os de goiabada
Resultado final: Vida cara

ESTRATÉGIA, PRESCRIÇÃO

Com doses diárias de paciência,
Pitadas de esperança, fé e amor...
O ano será bom para todos nós
E não para um ou dois.
Que venha 2013 então!


Tim...Tim...
 
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Recanto Das Letras  em 29/12/2012
Código do texto: T4058670
Classificação de conteúdo: seguro

SORRISO QUE GUARDO



SORRISO QUE GUARDO
Ysolda Cabral


No entardecer de hoje,
Sentindo a brisa que vem do Mar;
Penso em você...
Onde você está?

Lembro que ontem foi assim,
Sei que amanhã assim será.
A pergunta que não quer calar:
Será que você pensa em mim?

E me distraio pra não chorar.
Preciso ser sempre sorriso,
Pra você sempre me amar.

Por isso guardo, bem guardado,
O meu sorriso mais bonito,
Pra quando você chegar...

Rogando a Deus duas pequenas graças:
A do tempo passar devagarzinho,
E muita felicidade a vida ainda nos traga...

Posto que, ela sem  VOCÊ; 
Não tem a menor graça. 

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Recanto das Letras
Em 27/12/2012
Código do texto: T4056082
Classificação de conteúdo: seguro

MILAGRES ACONTECEM



MILAGRES ACONTECEM – É NATAL
Ysolda Cabral


Hoje, vinte e cinco de dezembro de dois mil e doze, terça- feira... É Natal! Quase todos ainda dormem da noite de muita festa e pouca reza; muito faz de conta, muita ilusão... A maioria  em camas confortáveis ou mesmo pelo chão, sob pontes e viadutos, acompanhadas, ou, em completa solidão e a mercê da sorte...

Quantas não dormiram com sede, com fome, carentes de tudo... Contudo, todas, de alguma forma, envolvidas pela magia do Natal, acreditando que milagres acontecem...  Até os mais incrédulos, mesmo que neguem esta afirmação.

Evidentemente que não estou aqui para divagar sobre a fé de ninguém, nem muito menos questionar seus gestos e atitudes. Porém,  devo admitir que neste período, não consigo evitar de fazer determinadas comparações. Entre elas, uma me indigna sobremaneira: trata-se daquelas  pessoas que se dizem religiosas e que  vivem dentro das igrejas e templos, íntimas de seus ministros e se acham  ainda mais  íntimas de  Deus, e por conseguinte, com direito de julgar, condenar e punir;  com os filhos  do mesmo Deus,  que não são assim.

Não  se deve julgar, nem condenar e nem muito menos punir filho de ninguém, pois a dor sangra no coração da gente - principalmente no coração de uma mãe. A sensação de impotência e de estupefação, lhe dá o  direito de dizer  que, uma pessoa que age dessa maneira, está errada. Uma conduta dessas não condiz com a  ideia do que venha a ser uma  pessoa  correta, digna de respeito e consideração.

- Quanto não sofreu a mãe de Jesus!

Aproveite que é Natal e reveja suas atitudes, quem sabe um milagre não aconteça e você não venha a se tornar uma pessoa mais humana, mais verdadeira e mais feliz?

Tudo é possível quando se tem senso crítico, boa vontade e nobreza de caráter.


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Abaixo,  um comentário que complementa o meu pensamento de forma extraordinária, pelo qual agradeço de todo o coração, ao amigo escritor Raimundo Antonio de Souza Lopes.



25/12/2012 17:48 - Raimundo Antonio de Souza Lopes
De boas vontades o inferno está cheio! Uma praga da religião é o fanatismo. Conheço pessoas que aparentam solidariedade, misericórdia e humanismo, mas, na verdade, são hipócritas, mesquinhas e avarentas. Vejo-as, de vez em quando, nas igrejas. Entretanto, como você bem disse, não devemos julgar ninguém. Mas, se não podemos julgar, por que então somos julgados? Talvez neste caso a Lei de Talião seja a mais adequada.



Recanto das Letrasl em 25/12/2012
Código do texto: T4052612
Classificação de conteúdo: seguro

domingo, 23 de dezembro de 2012

SAUDADE ESQUISITA EM PLENO NATAL



 SAUDADE ESQUISITA EM PLENO NATAL  
Ysolda Cabral



Vinte e três de dezembro de dois mil e doze – domingo.  Acordei cedinho como de costume e fui para o Mar nadar; rezar; me benzer... Tentativa vã de no Mar deixar toda tristeza que resolveu em pleno Natal me visitar. Voltei mais triste.

A saudade da vontade de viver, tendo motivos para sorrir, me acusando e eu sem saber exatamente do quê, foi e voltou comigo...

Saudade mais confusa! Saudade de coisas vividas por mim no imaginário,apenas! É no mínimo uma saudade esquisita...

Não estou bem! Isso é natural, nada de anormal... Afinal não é Natal?

Das profundezas do meu eu, preciso emergir para renascer uma pessoa sem tristeza e sem saudade. 

Feliz Natal?!  

Para você e os seus.

sábado, 22 de dezembro de 2012

ÁRVORE DE SAUDADE



ÁRVORE DE SAUDADE
Ysolda Cabral 


Vazio com arrependimento,
É contraproducente... Momentos
De  martírio que não levam a nada.
Só tira o sorriso da minha cara.

O vôo é  da coruja que  canta  agouro,
Passando pra lá e pra  cá,
Mata  a poesia, a esperança,
E do  Natal tira o gosto.

A saudade é dissonante,
Nada  faz sentido.
Tudo parece castigo,
Que arrebenta no peito,
E toma corpo.

A  lágrima é de tristeza.
E na  árvore de  Natal
A esperança, a beleza
São de outros.

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RL em 21/12/2012
Código do texto: T4047763
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SORRINDO À TOA



SORRINDO À TOA
Ysolda Cabral

Acordei de uma noite de sonhos lindos. Levantei-me disposta, me sentindo bonita, feliz da vida. E, com o sorriso sem querer sair da minha cara, sai de casa para trabalhar, como faço todos os dias da semana.

Evidentemente que, hoje, foi preciso me recomendar prudência e não ficar ‘’pairando no ar’’, até porque beija-flor não sou e o trânsito do Recife, piora a cada segundo no espaço tempo.

Aumentei o volume do som, na tentativa vã da música me tirar do devaneio...

A gente quando apaixonada fica assim, independente de qualquer situação, condição... Sem dar importância a nada, a não ser a percepção do sentimento,  que nos inunda de forma tão poderosa e santa que, faz tudo o mais não ter importância.

- Ysoldaaaa, atenção! Você está dirigindo!

- Que música está tocando, você sabe?

- Ei, menina, acorda!                                            

Caindo na risada, aumento o volume do som e vejo como o dia está bonito...

O trânsito? Praticamente parado. Nem ligo!

De repente, bem à minha frente, uma jovem senhora, gesticula raivosa para mim, me trazendo abruptamente para a realidade.

Assustada, me pergunto o que fiz de errado. Cuidadosamente, mudo de faixa, encosto junto ao carro dela, desço o vidro,e,  disposta a lhe pedir desculpas e/ou assumir as despesas,  por qualquer prejuízo que lhe tenha causado, ela se adianta e me pergunta porque eu estava rindo dela.

Eu, estupefata, me dei conta de como no mundo há gente infeliz, mal amada... Ao invés de ficar indignada ou com raiva, fiquei com pena dela. Então, com o coração explodindo amor lhe respondi:

- Não rio de você, moça bonita! Ria e rio para aquela ponte que tanto amo - me referia e Ponte do Pina, na ilustração, ao cair da tarde quando fica ainda mais bonita.  Ria e rio para mim, por que amo e amo muito. Ria e rio para a Vida, que hoje me parece especialmente mais bonita.

O trânsito andou na minha faixa. Eu, lhe mandando beijos e sorrisos continuei o meu caminho.

Queria saber a razão de coisas assim acontecerem comigo!

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E chega ele, Odir Milanez da Cunha,
 com suas fantásticas interações,
as quais me fazem ainda mais feliz.
 E vamos à ela -  em soneto.
É brincadeira? (Risos)


QUANDO O AMOR ACONTECE
 Odir Milanez
  
Quando o amor acontece, faz-nos bem.
Bem mais nos faz o amor que está por vir.
Daí a gente fala sem se ouvir
 e conversa conversas com ninguém.

Sentimo-nos sorrir sem ter a quem,
pedimos impudências sem pedir,
 gozamos gargalhadas sem sorrir,
 de vida mais vontade a gente tem!

A tristeza se torna um ser inútil.
A distância desiste em ser distante,
 a coerência acorda em não ser útil.

Quando o amor se afirma mais amante,
o fútil finda a fase de ser fútil
 e o eterno eterniza cada instante!

 JPessoa/PB
 20.12.2012
( oklima)

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  RL em 20/12/2012
Código do texto: T4045389
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